terça-feira, 2 de novembro de 2010

Aline de vasta cabeleira.

Aline tinha uma cabeleira imensa, crespa, parecida com a da Betânia, mas ressecada. Também era corcunda; tão curvada que mocozeava qualquer resquício de seios,  que já eram bem pequenos. Era magra demais e feia e tinha uma voz fina, de taquara rachada. Um dia, no laboratório de biologia, enquanto eu analisava um protozoário no microscópio, ela chegou por trás e, vendo-me de cima, falou que eu tinha um imenso cabeção e se parou a rir. Então, eu revidei dizendo: "a cabeça do meu pau é proporcional'.

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